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mariamiranda


Domingo, 11.01.15

FALTAM ASPAS... AO MENOS...

"... Inscrita na Lista Representativa em novembro 2010 por Espanha, Itália, Grécia e Marrocos, a extensão da inscrição da Dieta Mediterrânica a Portugal, Chipre e Croácia exigia, no âmbito da Convenção, a apresentação de uma nova candidatura que reunisse todos os países interessados, tendo Portugal coordenado este processo. No nosso país, e seguindo a lógica da candidatura anterior, foi escolhida Tavira, no Algarve, como comunidade representativa da “Dieta Mediterrânica”" (In UNESCO Portugal)

 

Na prática portanto, a segunda candidatura tratou de acrescentar os três países aos primeiros quatro países, mas é indubitável que a inscrição do património em questão na lista da UNESCO ocorreu em 2010, há 4 anos...

Entretanto em 2014, queremos crer que por falha de comunicação, comemorou-se em Tavira "o primeiro aniversário de inscrição da DM na lista da UNESCO" num espantoso erro de cálculo, como se a inscrição original não tivesse nunca existido.Insiste-se em anunciar a inscrição de 2013 como se de uma vitória sem precedentes se tratasse.

Ora, comparando-se a candidatura original da Dieta Mediterrânica a Património Cultural Imaterial da Humanidade na lista representativa da UNESCO, aprovada e inscrita como património em 2010, assinada por uma equipe transnacional composta por 33 redatores, com a segunda candidatura realizada em 2013 segunda candidatura realizada em 2013, com a redação a cargo de uma equipa de trabalho coordenada por Jorge Queiroz, de Tavira, verifica-se na segunda a existencia de uma quantidade extremamente significativa de reproduções de frases escritas na primeira candidatura. Por uma falha qualquer ou por esquecimento... em nenhuma dessas reproduções os redatores da segunda candidatura fazem uso de "aspas" nem fazem qualquer referencia aos textos originais.

A própria candidatura nº2 faz, na sua página 8, uma referência en passant à primeira inscrição. Assume-se que uma segunda inscrição com um número maior de países poderá aumentar a visibilidade da Dieta e sua importância. Mas mesmo assim a primeira candidatura não é citada como principal fonte de parâmetros, argumentos e frases completas, para a redação da segunda candidatura.

Por que tal comportamento, é o que pergunta a minha curiosidade, sem entretanto acreditar que um dia conseguirei uma resposta satisfatória.

Não questiono as exigências da Convenção citadas pela UNESCO Portugal. Questiono a comunicação do evento e a insistência em se manter essa confusão, que se parece mais com uma tentativa de "apagar" a história.

Podem ser simplesmente questões de falha de comunicação, ou pode-se até pensar serem questões de acertos de diferenças entre os envolvidos na primeira e na segunda candidatura... ou talvez, e é ainda a minha esperança, sejam apenas alguns esquecimentos, algumas gralhas...

Podem ser muitas coisas... mas ninguém se dá ao trabalho de explicar, ao mesmo tempo que se estão a produzir mais e mais comunicados incompletos e omissos, a multiplicar malentendidos, a gerar uma sensação estranha de podermos ter sido todos mais ou menos ludibriados. Ou não...

Não há dúvida que houve uma grande utilização de frases inteiras da primeira candidatura na segunda candidatura, com ligeiras diferenças na formulação ou na localização das mesmas no texto, em alguns casos, mas ipsis literis em muitos outros, e em nenhuma dessas vezes as frases foram colocadas entre aspas como seria normal, nem se fez referência à sua autoria, (mesmo que coletiva) como seria de praxe e correto fazer.

Continuo a querer acreditar que deve ser apenas falha de comunicação pois parece-me impossível que todas as doutas organizações envolvidas nesta segunda candidatura possam aceitar esse mau princípio sem reagirem ou sem, ao menos, tratarem de corrigir essa situação que pode ser interpretada como uma quase falcatrua...

Por que é que não se explica aos meros mortais as razões dessa aparente conivência institucional com um tipo de divulgação que parece tentar enterrar 4 anos da história da inscrição original deste património da humanidade nessa ambicionada lista da UNESCO?

Por que???  não dá para compreender...

Enquanto ninguém dá resposta a estas questões, ou não as corrige, podemos nos distrair a comparar os documentos. Eu aqui abaixo, longe de ser exaustiva, deixo uma pequena lista dos exemplos que encontrei, sem aspas:

 

                                                                            

 

 CANDIDATURA ORIGINAL

inscrita en la Lista representativa del Patrimonio Cultural Inmaterial de la Humanidad 16 de noviembre de 2010

Nairobi (Kenia

 

Candidatura

 

 

 SEGUNDA CANDIDATURA

inscription in December 2013 on the Representative List of the Intangible Cultural Heritage of Humanity
Baku, Azerbaijan

 

Nomination file

 

A. Estado (s) participante (s)

A.        State(s) Party(ies)

ESPANA, GRECIA, ITALIA, MARRUECOS

Cyprus, Croatia, Spain, Greece, Italy, Morocco and Portugal

B. Nombre del elemento

B.        Name of the element

La Dieta mediterránea

Mediterranean Diet

 CANDIDATURA ORIGINAL

Equipo transnacional de redacción

SEGUNDA CANDIDATURA

Equipa coordenada por Jorge Queiroz

España
Comité Científico (Isabel González Turmo Abel
Mariné, Xavier Medina, Lluís Serra Majem)
Joan Reguant
Francisco Sensat
Joan Castells
Ángeles Blanco
M. Rosaria Arbore
Isabel Bertomeu
Núria Rossell
Grecia
Aikaterini Tzitzikosta
Antonia Trichopoulou
Stamatia Hadjinicolaou
Panayiota Andrianopoulou
Ioannis Drini
Silas Michalakis
Dimitrios Bampilis
Pavlos Pezaros
María Gizdimidou
George Tsamis
Michael Skoullos
Italia
Comité Ténico (Giuseppe Ambrosio, Stefania
Ricciardi, Ludovico Gay, Pier Luigi Petrillo,
Claudia Príncipe, Natalia Nicora)
Giovanni Scepi
Cecilia Honorati
Luciana Mariotti
Marruecos
Morad Riffi
Fátima Ait Mhand

 

FRASES SEMELHANTES OU IGUAIS ENCONTRADAS

 

 

 

 CANDIDATURA ORIGINAL DE 2009 / 2010

 SEGUNDA CANDIDATURA 2013

La Dieta Mediterranea – proveniente de la palabra griega díaita, estilo de vida - es una practica social basada en el conjunto de las habilidades, los conocimientos y las tradiciones que van desde el paisaje a la mesa y que se asocian, en la Cuenca mediterranea, a los cultivos, las cosechas, la recoleccion, la pesca, la conservacion, el procesamiento, la elaboracion, la coccion y, especialmente, la forma de consumir.

 

 

The Mediterranean Diet – derived from the Greek word díaita, way of life – is the set of skills, knowledge, rituals, symbols and traditions, ranging from the landscape to the table, which in the Mediterranean basin concerns the crops, harvesting, picking, fishing, animal husbandry, conservation, processing, cooking, and particularly sharing and consuming the cuisine.

 

 CANDIDATURA ORIGINAL DE 2009 / 2010

SEGUNDA CANDIDATURA 2013

--- La palabra ocupa, en la mesa, un lugar destacado para contar, transmitir, valorar, presentar y celebrar.

 … It is at the table that the spoken word plays a major role in describing, transmitting, enjoying and celebrating the element.

CANDIDATURA ORIGINAL DE 2009 / 2010

SEGUNDA CANDIDATURA 2013

 

--- La Dieta Mediterranea, como estilo de vida singular, determinado por el clima y el espacio mediterraneo, tambien se manifiesta a traves de las fiestas y las celebraciones a ella asociadas. Estas manifestaciones se convierten en el receptaculo de los gestos de reconocimiento mutuo, la hospitalidad, la vecindad, la convivialidad, la transmission intergeneracional y el dialogo intercultural.

 

As a unique lifestyle determined by the Mediterranean climate and region, the Mediterranean Diet also appears in the cultural spaces, festivals and celebrations associated with it. These spaces and events become the receptacle of gestures of mutual recognition and respect, of hospitality, neighbourliness, conviviality, intergenerational transmission and intercultural dialogue.

CANDIDATURA ORIGINAL DE 2009 / 2010

SEGUNDA CANDIDATURA 2013

 

Asi es como se reproduce en estas comunidades en particular, y entre las poblaciones mediterraneas en general, el sentimiento de refundacion de la identidad, de pertenencia y de continuidad, lo que les permite reconocer este elemento como parte esencial de su patrimonio cultural inmaterial compartido.

These communities thus rebuild their sense of identity, belonging and continuity, enabling them to recognise this element as an essential component of their common and shared intangible cultural heritage.

CANDIDATURA ORIGINAL DE 2009 / 2010

SEGUNDA CANDIDATURA 2013

 

En las comunidades de Chefchaouen, Cilento, Coron y Soria, la riqueza de las expresiones culturales de la Dieta Mediterranea, que permanecen todavia hoy dia vivas y dinamicas responden al poder de sus vectores humanos. Mujeres y hombres, como verdaderos portadores y practicantes del elemento, se encuentran en el seno de la familia, de la hermandad, de la corporacion, de la asociacion, de su poblacion toda entera. Las instituciones locales juegan un papel muy importante en la creacion de marcos favorables para la proteccion del elemento y en el apoyo a las iniciativas comunitarias.

 

In our communities, the richness of the cultural expressions of the Mediterranean Diet, which is still alive and dynamic today, stems from the power of its human vectors. These women and men of all ages and conditions, the true bearers and practitioners of this element, are found within the family, the brotherhood, the association, the corporation and the population as a whole. Local institutions, by virtue of their proximity, play a vital role in creating a framework propitious to protecting the element and supporting community initiatives.

CANDIDATURA ORIGINAL DE 2009 / 2010

SEGUNDA CANDIDATURA 2013

 

… . Hoy en dia nuevas redes sociales van camino de substituir parcialmente las estructuras tradicionales, aunque tambien pueden fortalecerlas.

 

Today, new social networks help support and promote the practice and transmission of the element, thereby reinforcing traditional structures.
CANDIDATURA ORIGINAL DE 2009 / 2010 SEGUNDA CANDIDATURA 2013
… Un grupo merece ser puesto de relieve: el de las mujeres, quienes juegan siempre un rol muy importante, cuando no esencial, en la transmision de conocimientos, en la recreacion de los rituales, de los gestos tradicionales y de las celebraciones, en la preservacion de las tecnicas, en el respeto a los ritmos estacionales y en la inclusion de todos los valores culturales, sociales y medioambientales del elemento, en la educación de las nuevas generaciones. … One category deserves to be highlighted: women, who always play an increasingly important role in transmitting know-how and knowledge, in recreating rituals, traditional gestures and celebrations, in safeguarding techniques, in respecting seasonal rhythms and calendar holidays and in including all the cultural, social and environmental values of the element as they educate the new generations.

CANDIDATURA ORIGINAL DE 2009 / 2010

SEGUNDA CANDIDATURA 2013

 

Ademas, nuevas formas de ocio, de turismo cultural y rural, dentro de un marco de respeto por el medio ambiente y las cualidades locales, regidas por los principios de sostenibilidad, abren… horizontes de puesta en valor, de difusion y de transmision de la Dieta Mediterranea.

... cultural and rural tourism that respect the environment and local qualities, all are new avenues that open up new horizons for presenting, practising and transmitting the element while supporting its practitioners.

CANDIDATURA ORIGINAL DE 2009 / 2010

SEGUNDA CANDIDATURA 2013

 

intercambio se acentua durante las festividades y las celebraciones. Estas ocasiones no cotidianas, extraordinarias - con todo, muy frecuentes en el Mediterraneo – permiten intercambios y encuentros, mas alla de sus propios horizontes, y favorecen, a la vez, el compartir de la fiesta y los preparativos locales de las comunidades vecinas.

Festivals and celebrations, which are not everyday occasions but are nevertheless quite frequent in the Mediterranean, allow exchanges and meetings beyond individual horizons and promote sharing the festivals, rituals and preparations of neighbouring communities.

CANDIDATURA ORIGINAL DE 2009 / 2010

SEGUNDA CANDIDATURA 2013

Alli, el compartir convivial de platos locales tipicos, en colectividad, ocupa sus espacios mas simbolicos, disfrutando de la naturaleza o del aire libre, acerca a la gente de todas clases y condiciones, contribuyendo al dialogo y el respeto mutuo.

There, the orality and convivial sharing of local dishes, as a group, occupying their most symbolic spaces, enjoying nature or the open air, brings people of all ages, classes and conditions, together and is a privileged vector for transmitting the element as well as renewing alliances and a feeling of belonging and continuity.  

CANDIDATURA ORIGINAL DE 2009 / 2010

SEGUNDA CANDIDATURA 2013

En las comunidades identificadas se puede encontrar un numero significativo de asociaciones organizando eventos, talleres, campanas de difusion o concursos populares; actividades culturales y culinarias en las escuelas...

- The associative network, which is eminently present in our communities, is a vital vector for transmitting knowledge and expertise through workshops, festive preparations, popular contests, intergenerational togetherness and exchanges and school activities.  

CANDIDATURA ORIGINAL DE 2009 / 2010

SEGUNDA CANDIDATURA 2013

El consumo, es decir el acto de comer juntos en el Mediterráneo, constituye la base relacional y la garantía de la identidad y de la continuidad cultural y social de las comunidades y de sus miembros. Comer juntos, en las comunidades identificadas, representa un momento de intensidad y solemnidad, más o menos explícito, pero siempre sentido, de intercambio social y comunicación. Es una cualidad secular heredada: "No nos sentamos a la mesa para comer, sino para comer juntos" (Plutarco).

 Reunirse alrededor de una mesa para una comida constituye un momento ritual, "casi religioso", de afirmacion y de "refundacion" de la familia, grupo o comunidad; de sus valores, su historia, su entorno, sus simbolos y sus creencias, de su estilo de vida Una ocasion tanto para compartir el presente como para sentar una base para el futuro. Con motivo de fiestas, religiosas o laicas, o de rituales de paso, estos rasgos se amplifican de manera particular. 

Social functions of bringing people together and strengthening social links. Taking into account that eating together is the relational foundation and assurance of the cultural identity and continuity of these communities and their individuals. It is aquasi-religious’ ritual moment – both intense and solemn, more or less explicit but always felt – of social exchange and communication, affirmation and ‘rebuilding’ of the family, the group or the community, its values, history, environment, symbols, beliefs and way of life. It is an inherited secular value: ‘We do not sit at the table to eat, but to eat together’ (Plutarch, s. I-II). It also acts, in this sense, as a true instrument of integration and daily practice of hospitality and intergenerational dialogue.

CANDIDATURA ORIGINAL DE 2009 / 2010

SEGUNDA CANDIDATURA 2013

 

La Dieta Mediterránea, como estilo de vida singular, determinado por el clima y el espacio mediterráneo, también se manifiesta a través de las fiestas y las celebraciones a ella asociadas. Estas manifestaciones se convierten en el receptáculo de los gestos de
reconocimiento mutuo, la hospitalidad, la vecindad, la convivialidad, la transmisión intergeneracional y el diálogo intercultural.
The Mediterranean Diet is the paradigm of hospitality, of neighbourliness, of sharing, of intercultural dialogue and mutual respect, of creativity and a way of life based on a permanent
dialogue with nature and guided by respect for cultural, biological and environmental diversity.

 

 etc... etc... etc... etc...  

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por mariamiranda às 23:22

Terça-feira, 23.12.14

A propósito da resposta da diretora da Biblioteca Nacional de Portugal

Enviei esta mensagem à agenda Tavira Ilimitada, que trata em seu blog do assunto Dieta Mediterrânica. Solicitei que  esta comunicação fosse divulgada nos mesmos canais onde eles divulgaram a cópia do email que enviei à Srª diretora da Biblioteca Nacional, que publiquei aqui anteriormente, no qual fiz uma longa dissertação documentada em defesa de um autor e de uma comunidade, baseando nessa documentação meu pedido para que se corrigisse o que eu acreditava ser um lapso, e se acrescentasse uma referência a Portugal num texto de divulgação que a BNP publicou relativa ao lançamento do livro "Dieta Mediterrânica, uma herança milenar para a humanidade" escrito por Jorge Queiroz,

Respondeu-me já a senhora diretora explicando que aquele era um texto assinado, pelo que minha sugestão foi apresentada por ela ao autor do livro e do texto de divulgação em questão.

O autor todavia não aceitou a sugestão explicando à diretora da BNP que “não existe Dieta Mediterrânica portuguesa, mas sim expressões particulares da dieta mediterrânica em Portugal” e que, além disso, o livro não tratava dos processos de candidatura.

Imediatamente pedi desculpas à diretora da Biblioteca Nacional por ter acreditado tratar-se de um lapso de seus serviços.

E a comunicação ficou como estava, o autor assinando a frase abaixo:

“Durante os últimos três anos, com enorme interesse, contactámos diariamente com as questões da «mediterraneidade» no contexto da preparação da candidatura da «dieta mediterrânica» à inscrição na lista representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO e também nas acções de salvaguarda, valorização e divulgação”

Estou ainda pasma com esta reação do autor, negando-se a fazer referência a Portugal, para o que obviamente deveria usar a expressão que entendesse mais correta.

Entretanto não o quis fazer e essa negação inverte o sentido de todos os argumentos que utilizei em sua defesa.

Espero ainda estar enganada, mas o certo é que nos documentos disponíveis no sítio internet da UNESCO, podemos ver, sem espaço para dúvidas, que a inscrição da Dieta Mediterrânica na lista representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO ocorreu em 2010, e não se encontra qualquer referência ao nome deste autor relativamente à candidatura vencedora original apresentada em 2009.

Por isso o processo de candidatura no qual ele esteve envolvido em 2013 não podia certamente tratar de inscrever a Dieta Mediterrânica na lista da UNESCO, uma vez que esse era um Património já inscrito naquela lista, que é uma só.

Podia certamente tratar de comprovar a existência do que ele define como "expressões particulares da Dieta Mediterrânica" tanto em Portugal, quanto no Chipre e na Croácia, o que permitiu efetivamente a esses países serem adicionados ao grupo dos quatro países (Espanha, Grécia Itália e Marrocos) que originalmente tiveram sucesso com a candidatura do dito património e sua subsequente e já referida inscrição na dita lista.

Isso teria ainda a vantagem de justificar a utilização na candidatura de 2013 das mesmas premissas, dos mesmos argumentos e praticamente das mesmas palavras do texto da candidatura original apresentada em 2009 e inscrita em 2010.

Eu sempre acreditei que era o acrescento dos 3 novos países ao anterior grupo de 4 que se estava a divulgar, e que era essa a vitória que a comunidade representativa da Dieta Mediterrânica em Portugal celebrava.

Acredito que essa adição elevando para 7 o número de países que se juntam em torno de um património comum seja um feito com mérito suficiente, embora eu tenha sempre, no meu blog, feito graça com certos argumentos “forçados” que vejo serem utilizados por vezes para tratar da Dieta Mediterrânica em Portugal, e que a meu ver, tiram mesmo a seriedade que o assunto merece.

Mas não seria necessário nem fazia sentido se agir como se a inscrição da Dieta Mediterrânica tivesse sido conseguida apenas em 2013 por conta da ação portuguesa.

Não foi. Não é.

Por isso entendi que havia simplesmente um lapso naquela divulgação e achei que devia sair em defesa do autor e da comunidade representativa portuguesa.

O assunto mereceu a minha mais dedicada atenção.

Desiludi-me com a reação do autor, sinto admitir, mas ainda não quero tirar dela conclusões não abonadoras e ainda espero poder continuar a defender tanto o autor quanto a comunidade.

Ainda insisto que deve haver apenas algum engano de comunicação.

Apelo mesmo ao próprio autor aqui citado e aos responsáveis da comunidade representativa, ou a quem de direito, para que coloquem esta candidatura na sua correta perspectiva.

Para que se possa continuar a celebrar uma vitória dentro do devido e justo mérito, sem que pareça que se quer aqui apagar a memória de uma candidatura original e vitoriosa que levou à inscrição da Dieta Mediterrância como tal, na lista representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO, realizada inquestionavelmente em 2010 por Espanha, Grécia, Itália e Marrocos.

Por tudo o que prezamos na imagem da UNESCO, pela importância, pelo rigor, por todas essas qualidades que nos levam a estarmos orgulhosos também com a inclusão do Fado e do Cante Alentejano na mesma lista, creio que se deve corrigir prontamente quaisquer defeitos de comunicação que causem mais mal-entendidos relativamente às "expressões particulares da dieta mediterrânica em Portugal", como define o citado autor, e que é então do que se trata.

Para que ao menos não percamos a fé nessas virtudes que a UNESCO nos fez acreditar ter.

Espero que alguém o faça, pois eu já vou sem forças para tanto.

Só pode haver um engano, insisto, pois recuso-me a crer que exista qualquer vantagem em se fazer uma vénia destas com chapéu alheio.Não faz sentido.

Maria Miranda
cidadã portuguesa reformada

 

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por mariamiranda às 00:20

Terça-feira, 16.12.14

Uma carta para a Diretora da Biblioteca Nacional

From: Maria Miranda <baditmiranda@gmail.com>
Date: 2014-12-16 19:52 GMT+00:00
Subject: URGENTE_falta uma palavra muito importante numa informação da Biblioteca Nacional
To: bn@bnportugal.pt, rel_publicas@bnportugal.pt

A att. da Drª Maria Inês Cordeiro

Exma Senhora
Diretora-Geral da Biblioteca Nacional

 

Na informação sobre a apresentação na BN do livro "Dieta Mediterrânica: uma herança milenar para a Humanidade", verifico uma pequena incorreção para a qual gostaria de chamar a sua melhor atenção. É no 5º parágrafo do anúncio:

Dieta Mediterrânica: uma herança milenar para a Humanidade

Na verdade a Dieta Mediterrânica foi inscrita como património cultural imaterial da Humanidade em Novembro de 2010, numa candidatura proposta pela Espanha, Grécia, Itália e Marrocos preparada por um grupo de estudiosos cujas referências se pode encontrar no site da Fundación Dieta Mediterránea, criada em 1996, con sede em Barcelona, cuja cópia anexo.

 

Anexo a seguir o documento da UNESCO onde se publicou a Lista Representativa inscrita em 2010 e 2011, que também se pode encontrar no link abaixo, através da página das publicações no site daquela instituição:

 

Representative List of the Intangible Cultural Heritage  of Humanity 2010 - 2011

 

O processo no qual o autor do livro em questão esteve envolvido, refere-se à inclusão de Portugal, Croácia e Chipre naquele grupo de países, que acabou por acontecer em 2013, passando então para 7 os países representativos do património já anteriormente inscrito, numa candidatura, anexa neste link, coordenada pelo autor do citado livro e que foi francamente baseada na candidatura anterior como poderá verificar neste link.

 

O que aconteceu há um ano atrás e que, segundo o autor, está na origem do livro que vai apresentar na BN, foi o reconhecimento das Dietas Mediterranicas de mais esses 3 países e sua inclusão no grupo de países já anteriormente reconhecidos como representantes daquela Dieta, e não propriamente a inscrição da Dieta Mediterranica na lista da UNESCO como o atual texto dá erradamente a entender, fazendo parecer que se trataria de uma primeira e original inscrição.


Fiz questão de escrever-lhe sobre isso apesar de tratar-se de um pequeno e facilmente corrigível lapso, pois a não correção passará uma ideia totalmente incorreta da realidade destes fatos:

O acréscimo da palavra portuguesa depois de dieta mediterrânica no 5º parágrafo será suficiente para colocar o assunto todo em sua correta perspectiva, mas a falta desse adjetivo aliada ao conhecimento dos fatos que lhe relato, faz com que pareça que alguém quer apagar a história, ou que se está a desrespeitar a autoria do trabalho do grupo de profissionais originalmente responsáveis pela Inscrição da Dieta Mediterrânica na referida lista representativa da UNESCO.

Tenho a certeza de que tanto para o autor do livro que a BN vai apresentar, quanto para a cidade que representa Portugal nessa conquista. importa sobremaneira que os créditos sejam dados de forma inequivoca a quem de direito, para que se celebre com orgulho o que é devido celebrar, sem mal-entendidos.
 
Reproduzo abaixo a frase que referi acrescentando em vermelho a palavra em falta para ilustrar o que digo:

Durante os últimos três anos, com enorme interesse, contactámos diariamente com as questões da «mediterraneidade» no contexto da preparação da candidatura da «dieta mediterrânica Portuguesa» à inscrição na lista representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO, e também nas acções de salvaguarda, valorização e divulgação.

 

Espero que concorde comigo e que ainda haja tempo de corrigir a comunicação antes da apresentação do livro.

Sou apenas uma pessoa ciosa em evitar que o meu país venha a ser motivo de qualquer mal julgamento pela falta de um simples mas poderoso adjetivo.

Com os melhores cumprimentos, 

 

Maria Miranda

cidadã portuguesa reformada

 


 

 

 

 


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por mariamiranda às 23:56

Terça-feira, 22.04.14

O Cariz Mediterrânico do DIVAM

O novo nome do programa da Direção Regional de Cultura do Algarve – DiVaM – resulta das primeiras letras das palavras do programa (DInamização e VAlorização dos Monumentos) mas pretende ainda evocar o cariz mediterrânico da programação, voltada para a fruição dos monumentos de forma descontraída, e, de preferência, recostados num divã. 

 

In Sul Informação de 16 de Abril de 2014

 

É o que a jornalista ouviu no doscurso de lançamento do programa.

 

Perdão??? Como disse??? O cariz mediterrânico da programação consiste em "fruir os monumentos de forma descontraída"??? 

 

O que será que quer dizer isso?

 

Será que querem dizer que “ser descontraído” é uma característica exclusiva dos seres mediterrânicos e seus vizinhos próximos?

 

Não posso crer. Aliás verifiquem este pequeno painel de "seres não mediterrânicos" que para mim parecem estar bem descontraídos:

 

 

 

E o divã, em inglês divan, essa peça de mobiliário que é um híbrido de cama e sofá, usado no oriente, no médio oriente e em muitas outras regiões do mundo, e que ficou especialmente famoso por ser utilizado pelos psicanalistas, é agora um objeto mediterrânico? Ó céus!

 

 

 

 

 

 

 

Isso parece estar mesmo virando mania... 

 

 

O compromisso que Portugal assumiu de defender a dieta mediterrânica como seu património cultural imaterial, tem resultado em tentativas desesperadas por parte de alguns responsáveis pelas áras culturais no Algarve, de encontrar maneiras de enfiar a palavra mediterrânico em tudo quanto for ligado ao setor cultural, de "mirabolar" relações inexistentes e traçar paralelos desencontrados... por mais ridículo que esse exercício por vezes se torne.

 

Como nesta tentativa em que a mundança do nome justifica os comentários que enfiam a martelo a palavra mediterrânico na descrição de num programa que até já existe há alguns anos, e que desde que existe o que faz é levar as artes do espetáculo aos monumentos Algarvios. Assim, simplesmente.

 

Isso tudo seria engraçado se já não estivesse beirando o patético.

 

Caros senhores, parem com esse exercício vazio. Reconheçam o que realmente há ainda de influência mediterrânica nesta ponta da Península Ibérica banhada pela Oceano Atlântico, e já farão muito se tratarem de preservar essas influências e características de vizinhança geográfica: boa terra e clima apropriados para olivais e vinhas; boas pastagens principalmente para caprinos e ovinos que dão boa carne e bons queijos; boa produção de frutas, vegetais, legumes e dos cereais para fabrico de pão; boa pescaria muito embora no Atlântico em sua grande maioria, que é para rimar... (melhor parar ou ainda alguém há de vir dizer que fazer rimas é uma herança cultural mediterrânica...)

 

Se tratarem de preservar essas culturas (agrícolas e pecuárias) com suas tradições, se conseguirem manter o gado a pastar, as galinhas a ciscar e evitar que frutas e verduras sejam enfiadas em estufas para "dar o ano inteiro", se ensinarem as crianças que o consumo equilibrado desses alimentos é bom para a saúde, já estarão cumprindo com o prometido à UNESCO relativamente à este património imaterial chamado Dieta Mediterrânica. Por favor parem por aí para não fazerem mais essas figuras de urso...

 

Desistam de vez dos jogos de palavra para enfiar o mediterrâneo onde ele não está, que isso já começa a perder a graça para entrar no terreno do absurdo… assim vamos mais é precisar do divã de um psicanalista para curar o que começa a tornar-se uma obsessão: mediterranear... novo esporte

 

E fecho com a imagem de mais um descontraído ser não mediterrânico. Está fruindo o canto dos pássaros ao pé de uma árvore, mas bem podia estar ouvindo música ao pé de um monumento Algarvio... não lhes parece?

 

 

 

 

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por mariamiranda às 09:26

Quinta-feira, 13.02.14

À mesa com a dieta mediterrânica: será licença poética, figura de linguagem ou chico-espertismo?

Como prevíamos, para manter acesa a chama da distinção e cumprir com os compromissos assumidos perante a UNESCO, passa-se agora a "mediterranear" ... que é a prática de apor o adjetivo qualificativo "mediterrânico" a tudo o que for possível , sejam canções, peixes de mar e de rio ou usos e costumes materiais e imateriais, numa espécie de jogo onde vale tudo para se ser criativo...

 

Seria até cómico se não fosse a sério.

 

Olhem bem para as seguintes afirmações, publicadas em textos oficiais e assinadas por um profissional em sociologia. Não que ele exclua o resto do mundo da mesma prática, mas justificou um reconhecimento dessa "cultura" como património imaterial localizado, como se fosse único:

 

Comer em conjunto é a base da identidade cultural e da sobrevivência das comunidades por toda a bacia do Mediterrâneo. É um momento de convívio social e de comunicação, de afirmação e renovação da identidade de uma família, grupo ou comunidade… J.Q. 

 

A mesa nas culturas mediterrânicas possui grande centralidade social, quer em espaço privado quer no público… No Sul da Europa, no espaço público, nas praças e nos mercados, nos bairros e nas áreas portuárias, a mesa continua sendo o lugar para convivialidades intensas J.Q.

 

 

Ora, que mediterrânico da parte do resto do mundo também "comer em conjunto" em situação de "convivialidade intensa"!!

 

Apresentamos aqui alguma evidência visual desse fenómeno, seja em antigos desenhos e pinturas seja em fotografias muito recentes, mas que talvez sejam meras coincidências, onde pessoas tão distantes da citada bacia marítima apresentam comportamentos tão espantosamente mediterranicos... 

 

Senão vejamos:

 

Flagrados em volta da mesa... comendo em conjunto, convivendo socialmente, afirmando e renovando a identidade de uma família ou comunidade, em intensa convivialidade:

  • no Canadá desde os tempos do início da colonização 

 

 

  • no  Hawaí num tradicional e corriqueiro Lual

 

 

  • numa festa no Xingu

 

 

  • celebrando e comendo em conjunto no Japão

 

 

 

  • comendo em conjunto uma comunidade Maori na Austrália.

 

 

  • Convivendo intensamente à volta da mesa nos Estados Unidos… 

 

  • Convivendo, celebrando e comendo em conjunto na Holanda

 

 

  • Convivendo em uma refeição comunitária no Perú

 

 

 

  • Celebrando à mesa na Alemanha… com cabeças coroadas 

 

 

 

  • Ainda na Alemanha, convivendo intensamente à volta de uma mesa...  

 

 

 

 

 

 

  • na China à mesa em convivialidade familiar

 

 

 

  • Os Mucubal convivendo intensamente em torno de uma refeição comum de milho

 

 

 

 

  • Convívio intenso de uma única grande família no Brasil...à volta das mesas

 

 

 

 

  • Celebração à volta da mesa, anterior à era da fotografia, na Dinamarca

 

 

 

 

  •  comendo em conjunto no Nepal

 

  • convivendo à refeição no Vietnam

 

 

 

  • e na Mongólia...

 

  • e na Tanzânia...

 

  • etc... 

 

  • e finalmente, o comer com tempo e vagar numa celebração tradicional muito especial, consumindo um produto provavelmente mediterrânico.

 

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por mariamiranda às 12:15

Sábado, 11.01.14

uma opinião

Venho concordar com quem diz que a dieta mediterrânica portuguesa é uma falácia e acrescento que a candidatura portuguesa lembra mais uma fantuchada, concretizada, sem margem de erro, com a seguinte estratégia: os 4 países que já detinham a classificação foram levados a reapresentar suas candidaturas incluindo em bloco mais 3 novos países. Seguiram-se protocolos já testados.

 

Obviamente a UNESCO não poderia reprovar algo já anteriormente aprovado. Por isso a candidatura portuguesa safou-se com uma qualidade de trabalho escolar da primária, embora haja quem queira fazer crer que foi uma candidatura exemplar. Não é verdade... Foi tão inconsistente como poderia ser. Para além da cópia dos conceitos já aprovados da candidatura original, como em histórias recontadas, utilizou-se uma generalizada readjetivação para classificar como mediterrânicas receitas culinárias, técnicas de plantio, música, dança, celebrações estivais e... modalidades desportivas.

 

Em termos de participação da comunidade representativa, arranjou.se uma exposição com ampliações de gravuras e fotos antigas com os tais textos "explicativos" tirados da candidatura original e muito pobremente traduzidos para um inglês muito falho; procedeu~se à renomeação de um mercado de produtos regionais Algarvios com o nome de "Feira da Dieta Mediterrânica"; foi promovida em circuito urbano a chamada "Marcha Noturna da Dieta Mediterrânica", numa recém criada tradição desportiva nunca dantes vista; criou-se uma espécie de classificação infundada da tradição etnográfica portuguesa como "Sons do Mediterrâneo"; foi publicado um texto que postula ser mediterrânica a celebração de São Martinho (!!!).

 

Ainda para complementar a candidatura foi ultimada a realização de um filme feito às pressas, sem pesquisa, sem rigor, sem roteiro, sem produção. Uma cópia nacional das sequências que já apareciam no no filme da primeira candidatura. Videiras, pão a cozer em forno de lenha, olivais, oliveiras e azeite e peixe e frutas... Mas tudo feito sem muito cuidado.

 

De que outra forma explicar a cena da refeição "comunitária" onde participam apenas homens enquanto o texto fala da convivência de "família e amigos"?

 

É essa a "cultura mediterrânica" da tradição portuguesa? É essa a nossa forma de vida? A nossa "díaita"? Foi como que a afirmar que aqui "lugar de mulher é na cozinha..." Mas isso, felizmente, não reflete a realidade. Ao menos no Algarve, a mulher e a filharada tem lugar de destaque nas mesas de comemoração.

 

Partece até ofensivo ter que se assumir o epíteto "mediterrânico", para ter reconhecido o valor do património imaterial das tradições gastronómicas e festividades Algarvias, ou portuguesas em geral.

Podem assistir aqui no link para o citado filme essa cena da "ceia dos cardeais" e depois digam de vossa justiça se reflete uma candidatura feita com rigor.

 

Esta história da DM tem tudo para ser uma ação de marketing, que como tal poderia merecer algum prémio nessa categoria...

 

As Mulheres de Vermelho aliás receberam seu merecido reconhecimento internacional através do Stevie Awards, na categoria "Communications or PR; Campaing of the Year . Public Service" pelo seu trabalho de prevenção das doenças cardiovasculares através da promoção da dieta mediterrânica.

 

Foi assim uma ação em prol da saúde pública, que também prova que somos uma nação de "pequeninos" que precisam que um grupo de mães preocupadas se lhes crie uma historia da carochinha com reconhecimento internacional para que os meninos e as meninas voltem a comer saudavelmente, como nos tempos de antanho.

 

Eu esperaria que a UNESCO fosse mais clara sobre seus critérios e procedimentos. Levaram quase 20 minutos a discutir os méritos antes de reconhecer o Círio de Nazaré de Belém do Pará como Património Imaterial; foram necessárias duas tentativas para que o Fado tivesse seu merecido reconhecimento, e tempo nenhum para conceder o reconhecimento a esta candidatura, a segunda da Dieta Mediterrânica por 7 países, Portugal incluído. (naturalmente... pois já anteriormente concedido). Com um comentário em tom de brincadeira: "está aprovado. Nós todos apreciamos essa comida". E pronto.

 

Agora compete ao país convencer seus habitantes que é uma honra ter suas tradições reconhecidas, nem que seja como parte desse pseudo coletivo que o país pretende integrar não por ser banhado por aquelas águas, mas, como dizem os sociólogos de plantão, por ter sido habitado desde tempos imemoriais, por cidadãos oriundos daquela bacia marítima, que trouxeram e aqui implantaram sua cultura... esquecendo temporariamente que o cruzamento de influências para a formação da nação portuguesa foi muito mais diversificado que isso...

 

mas, vá lá... ao menos assume-se Portugal como um melting pot de povos e culturas...

 

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por mariamiranda às 12:02


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